Um dos momentos em que nos defrontamos com o PAÍS REAL é, sem dúvidas, quando estamos próximos das eleições e, do nada, começam a aparecer inúmeros concursos “publicados”.

 

Digo “publicados” (não públicos) porque a divulgação de tais concursos de facto ocorre, mas a inserção, em geral, acontece nos corredores da mixa, no calar do discurso televisivo engravatado, no suor das filas intermináveis ao redor das administrações e no semblante esperançoso sofrível de quem já não tem outra opção.

Enquanto uns, os mais optimistas (talvez masoquistas), se munem de documentos até aos dentes; outros, os mais pessimistas (talvez realistas), olham como “mais do mesmo”, e já se preparam para encontrar seus documentos nos contentores de lixo.

 

Na mesma altura, vê-se o Ministro do Interior, Manuel Homem, fazendo do concurso público um instrumento de autopromoção, usando sua página pessoal para divulgação oficial de informações institucionais. Como podem os requisitos e datas oficiais serem anunciados na página pessoal do Ministro ao invés do próprio Ministério? O concurso é pessoal, será?

 

Enfim! Mais uma saga se inicia, e o teste de fogo se mantém sobre o Ministério do Interior, por sinal o Ministério que mais vive de “gasosas” nessa placa, enquanto se afunda o país de vez. Até lá, espera-se que, no mínimo, evitem enquadrar bandidos, bêbados e analfabetos que usam e abusam da autoridade concedida pela farda para cometer atrocidades.

#dekanetodenjingaambandi

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