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    Opiniões

    Luís Fernando, secretário de imprensa do Presidente da República desrespeita jornalistas Graça Campos, Jorge Eurico e Armindo Laureano

    AdministradorBy AdministradorSetembro 8, 2023Sem comentários4 Mins Read
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    Segue o artigo escrito pelo antigo PCA e director-geral do Jornal de Angola, a quando da visita de Lula da Silva, em Angola, desrespeitou jornalistas angolanos chamando-os de revanchistas e egocêntricos patológicos.

    Não fosse João Lourenço um indivíduo lúcido, sereno e muito à frente dos seus detractores, um 《irritante》 diplomático se seguiria à visita do Presidente brasileiro, que se identifica como irmão, amigo e companheiro do seu homólogo angolano na luta pela justiça social.
    Sempre na contramaré do sistema, Jorge Eurico, Armindo Laureano, Alves António, David Boio e Graça Campos, só para citar estes revanchistas e egocêntricos patológicos, transformaram o elogio de Lula à imprensa que cobriu os momentos da sua visita ao Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, numa dura e descortês crítica a João Lourenço.

    Com vaidade própria de heróis sem causa e habituados a intrigas rasteiras, o batalhão anti-palácio mais não fez do que tratar o Presidente João Lourenço e sua equipa de imprensa de ditadores primários, que não permitiram aos jornalistas fazer o seu trabalho completo, colocando questões aos dois estadistas.

    Quando falou em 《imprensa bem comportada》, o Presidente Lula referia-se não só aos angolanos, mas também aos jornalistas brasileiros que, por sinal, eram a maioria na sala. O acto foi um elogio, não fosse o próprio Presidente Lula a causa da não realização da conferência de imprensa após a assinatura dos acordos entre os dois Estados.

    Explicamos:

    1) A visita de um Chefe de Estado é preparada minuciosamente pelos respectivos serviços diplomáticos e protocolares, através de duas equipas de avanço que analisam tudo de forma pormenorizada até à véspera e tudo que ocorre não é decidido apenas pela parte anfitriã.

    Os nossos ressabiados deveriam desconfiar ao menos do seu achismo, recuando às visitas de outras altas estrangeiras, que, na mesma sala ou no Jardim do Palácio, falaram tranquilamente à imprensa, respondendo às perguntas dos jornalistas.

    Lula jamais faria crítica ao seu homólogo sobre a falta de questões por parte dos repórteres, na medida em que o formato de declarações sem perguntas foi combinado no processo de preparação da visita, sob proposta da equipa brasileira que introduziu, no programa, várias excepções, devido a uma limitação de saúde (problema ósseo numa das ancas) do Presidente brasileiro, que o impede de permanecer de pé por muito tempo.

    Quem esteve atento terá notado que, durante o acto de assinatura dos acordos bilaterais, os dois Presidentes estiveram sentados, ao contrário do habitual. Com o problema físico e com uma agenda recheada, o Presidente Inácio Lula da Silva solicitou à sua equipa para ser poupado de actividades que iriam requerer movimentos exigentes como o caso de um momento de perguntas e respostas, que acaba sempre por estender o tempo de permanência de pé.

    A referência ao bom comportamento da imprensa não teve nenhum fim conotativo, nem muito menos depreciativo, mas foi um gesto simpático de um presidente tranquilo e sem intenções maliciosas. Lula da Silva registou com agrado a liberdade de expressão e imprensa que reina em Angola. Se não fosse assim, dezenas de rádios seriam fechadas, não teríamos Facebook zero, nem se poderia falar através do WatsApp.

    Se em Angola houvesse ditadura, vários comentadores e jornalistas seriam responsabilizados judicialmente pelas suas atoardas contra a figura do Presidente da República e seus auxiliares. Ainda que estando na Suíça, Finlândia, em Portugal ou em outros cantos do Planeta, as Luzias Monizes, Jorges Euricos, Graças ou Boios desta vida, de fraldas porque acometidos de prostatites, em negócios ou em estudos, seriam deportados para cumprir pena, tendo em conta a monstruosidade dos seus males contra um Presidente eleito e que cumpre o segundo e último mandato há menos de um ano.

    Com um pouco de humildade, saberiam que os mercenários acima não são melhores do que os jornalistas angolanos e brasileiros que estiveram no Palácio. O jornalismo é uma actividade nobre que não extravasa os valores elementares quer da própria profissão, quer da ética.

    O papelão que fez Armindo Laureano, no encontro que o Presidente Lula teve com os jornalistas no Instituto Guimarães, deveria envergonhar os paladinos do jornalismo em Angola. Dono de um egocentrismo desmedido, o apresentador feito jornalista proferiu homilia no encontro com um presidente tão tranquilo e metódico, que o despachou com respostas curtas. As regras elementares do jornalismo recomendam perguntas isentas, sem embrulhos nem juízos de valor. Noutro contexto, este 《iluminado jornaleiro》 seria vaiado e questionadas as suas credenciais profissionais.
    Querendo demonstrar que não era um jornalista bem comportado, como aliás escreveu na sua página do Facebook, o nosso Mukari espalhou-se…são os novos tempos em que os reles têm a poltrona de rei.

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