Um cidadão nacional, que solicitou o anonimato por recear pela sua segurança, denuncia ter sido alegadamente vítima de ameaças com ar*ma de fogo e intimidação por parte de José de Oliveira dos Santos Bastos, administrador do Hoji-ya-Henda, e manifesta preocupação com a alegada demora na tramitação do Processo n.º 48546/26, actualmente sob responsabilidade do Serviço de Investigação Criminal (SIC) Provincial de Luanda.
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
Segundo o denunciante, os factos foram inicialmente participados à 5.ª esquadra da Maianga, em Fevereiro de 2026.
Contudo, afirma que, ao tentar acompanhar a tramitação do processo, encontrou diversas dificuldades para obter informações, tendo sido orientado a deslocar-se ao bairro Cassequel, onde, segundo relata, foi informado que não existia qualquer processo em seu nome.
Perante essa situação, apresentou, no dia 04 de Março de 2026, uma exposição junto da Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando a intervenção da instituição.
Por sua vez, a PGR terá determinado a abertura de um novo processo, posteriormente remetido à esquadra do Catinton, onde ficou sob instrução do inspector Adão.
Segundo o cidadão, o instrutor informou-lhe que o processo já deveria encontrar-se no SIC Luanda.
No entanto, quando se dirigiu àquela instituição, foi-lhe exigido um ofício de remessa, documento que, segundo afirma, não foi disponibilizado.
O denunciante refere ainda que, apesar das sucessivas deslocações efectuadas para acompanhar o caso, o processo apenas deu entrada no SIC Provincial de Luanda no dia 06 de Julho de 2026, passando a tramitar sob o Processo n.º 48546/26, associado ao ofício n.º 1649/2026 e à referência interna 70271026-02.
Segundo relata, a última informação recebida foi de que o processo já se encontrava na sala da magistrada responsável, tendo sido orientado a regressar uma semana depois.
Contudo, afirma que já decorreram mais de três semanas sem qualquer despacho ou actualização oficial.
O denunciante sustenta que, desde a apresentação da participação, o cidadão denunciado ainda não foi ouvido, não foi notificado e a denúncia permanece sem qualquer desenvolvimento de que tenha sido informado oficialmente.
Acrescenta que o denunciado nunca entrou em contacto consigo, mas afirma que pessoas desconhecidas passaram a procurá-lo através das redes sociais, questionando-o sobre a denúncia e perguntando se era activista, situação que o levou a bloquear esses utilizadores por recear pela sua segurança.
O cidadão considera que a demora processual não corresponde à gravidade dos factos denunciados. “Trata-se de um caso de ameaça com ar*ma de fogo, condução perigosa e intimidação.
Temo pela minha integridade física e apenas pretendo que o processo tenha o devido andamento e que a justiça faça o seu trabalho”, afirmou.
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