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    Início » HIBRAIN TRAORÉ: POPULISTA OU DITADOR?
    Opiniões

    HIBRAIN TRAORÉ: POPULISTA OU DITADOR?

    AdministradorBy AdministradorMaio 1, 2025Sem comentários3 Mins Read
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    Hibrain Traoré é, talvez, a figura política africana que mais alimenta, hoje, a imaginação colectiva de uma juventude sedenta de soberania e identidade africana:

     

    1 – Muitos jovens africanos, exaustos após décadas de dependência, envergonhados por líderes déspotas e corruptos, e saturados da constante interferência externa, projectam em Hibrain Traoré a ilusão — ou talvez a última esperança — do velho sonho dos Estados Unidos de África.

     

    2 – No entanto, é preciso olhar para esta figura com mais lucidez e menos romantismo, ou pior ainda, fanatismo.

     

    3 – Traoré não chegou ao poder através de eleições. Chegou ao poder pela via militar, e isso, por si só, já levanta sérias preocupações sobre autoritarismo e democracia.

     

    4 – Apesar disso, nas redes sociais assiste-se a uma autêntica campanha de endeusamento: estrategas de comunicação, activistas pan-africanistas, influencers e até jornalistas alinham-se num esforço quase religioso para o transformar numa lenda viva — alguém que não pode ser questionado.

     

    5 – Infelizmente, esse esforço nem sempre é honesto. Muitas vezes recorre-se à manipulação, à desinformação, às fake news, a comparações absurdas, e à completa ausência de pensamento crítico. É fanatismo disfarçado de resistência.

     

    6 – Poucos têm a coragem de fazer as perguntas realmente importantes:

    Como está a situação dos direitos humanos sob este regime militar?

    Existe liberdade de imprensa?

    Onde estão os sinais concretos de que haverá eleições?

     

    7 – O silêncio em torno destas questões fundamentais é ensurdecedor — e profundamente preocupante.

     

    8 – Parece que, perante o fracasso repetido da democracia liberal no Sahel e em grande parte de África, muitos se resignaram a aceitar qualquer alternativa — mesmo que essa alternativa seja uma ditadura militar.

     

    9 – Por sorte, o socialista Kwame Nkrumah, um dos maiores pensadores africanos do século XX, já tinha deixado o aviso: regimes militares são perigosos.

     

    10 – E a história acabou por lhe dar razão. Traoré prometeu eleições. Hoje, evita o assunto. E isso, por si só, diz muito…

     

    11 – No entanto, independentemente de considerarmos Traoré um ditador, um populista, ou um novo líder pan-africano, uma coisa deve ser clara: o futuro do seu regime é responsabilidade dos africanos — e só dos africanos.

     

    12 – Basta de intervenções externas. Basta de soluções impostas por “deuses” estrangeiros.

     

    13 – Se Traoré tiver de ser responsabilizado, que seja pelos seus próprios irmãos africanos. O Ocidente não tem qualquer autoridade moral, muito menos legitimidade histórica, para decidir o destino de África — como tragicamente fez na Líbia, com Kaddafi.

     

    14 – Sim, Kaddafi era um ditador. Mas era o ditador dos líbios. E a sua queda, patrocinada por potências externas, só trouxe caos, guerra e sofrimento.

     

    15 – Repetir esse erro com Traoré seria trágico. Ele deve, sim, ser chamado à razão — lembrado da sua promessa de eleições — mas pelos africanos. Só por eles.

     

    16 – África não precisa de salvadores estrangeiros. Precisa de líderes que respondam perante os seus povos — e de povos que tenham coragem de exigir essa responsabilidade.

     

    Por: César C. Chiyaya

     

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