A Refitec – Óleos Alimentares do Grupo Naval, vai acabar de nos matar sem que o tempo chegue, nós aqui no bairro da Boavista, estamos a inalar odores muito activos do óleo de palma vindo desta fábrica, hoje os efeitos são menores mais amanhã não sabemos o que poderá acontecer.
POR: REDACÇÃO
O Grupo Naval é um projecto de empresas de capital estrangeiro, de matriz familiar, a direção esta localizada no edifício Dalia Plaza, 7º andar, Av. de Portugal (Luanda), fazem parte do grupo a EveryWhere, Higitec, FoodTec, Refitec, Metalespaço, Velotrans e Oceanica com investimento de mais de 90 milhões de dólares, segundo se alega. Com presença em Angola, Dubai, Eritreia, Etiópia, Congo, Alemanha, Itália e Sudão do Sul.
Moradores do bairro Boavista no
Município das Ingombotas Província de Luanda, recorreram ao Na Lente do Crime, para denunciar/reclamar um mal que pode se tornar pior, se não for sanado hoje e agora.
Alegam que nos próximos tempos está situação pode agravar-se. “A dois anos, altura que se instalou esta fábrica de óleo alimentar estamos a viver com este mau cheiro, a inalar odores activos vindo da fábrica que esta a nos matar silenciosamente”, clama um ancião morador desde 1939, onde nasceu e vive até os dias de hoje na mesma residência, e é antigo trabalhador da Textang I.
De um tempo a esta parte, ainda não temos informações de alguém que manifestou-se contra este perigo, mas como sabe, as patologias são do foro respiratório e daí podem ser atribuídas num foro geral, digo em Luanda, se ouvesse estudos avançados acredito que os povos desta área são os que mais contribuiriam na estatística devido a esta fábrica.
“Resta-nos saber quais serão as outras doenças que estamos a criar com a nossa ignorância de hoje, a partir das 05H00 da manhã tão logo abres a porta, o cheiro activo recebe-te com “agressão” da porta a dentro, a sala toda fica pulverizada com o cheiro a óleo de palma ou seja “dendém” puro”.
“Perdura por aí até não sei a que horas, porque de tanto “inalarmos”, as vezes ficamos sem sentir, algumas vezes só aumenta de intensidade”.
Quando os donos da fábrica cá vieram, fizeram varias promessas de emprego para os nossos filhos, e inclusive indemnizaram alguns moradores justamente no local onde ergueram a fábrica, disse outra moradora.
Continuou: “uma fábrica desta dimensão, não nunca poderia ser montada aqui num meio habitacional, os atos tratas de ferro e os donos vivem longe daqui, o povo é que morre, infelizmente”.
Prometeram empregos e nada se vê
Um terceiro morador afirmou que, “vieram com promessas de emprego dois anos depois “nhiete”, o que não sabíamos é que, todos nós das redondezas ficaríamos afectados pelo cheiro, olha a Refitec, de promessas não passaram, houve sim intervenção da administração local, que sensibilizou os jovens para uma possível empregabilidade, com lista que totalizou 247 jovens em 17 de Abril de 2025.
Porém a Refitec, notificou-os e os submeteu a exames, cinco meses são passados e nem água vem e nem água vai”.
Madalena do Céu, (nome fictício), “sou moradora do bairro aqui no Caranguejo a 20 anos, se eu pudesse já teria abandonado esta zona, tenho consciência dos riscos que me exponho e aos meus filhos, repara que, as mães já cultivaram a ideia de termos em casa uma embalagem de mascara facial, e cobrir os petizes as manhãs, se os senhores jornalistas ficarem aqui até a hora da largada da escola, poderão observar que muitas crianças fazem-se acompanhar de mascara.
Na obtenção da verdade material, Na Lente do Crime, visitou a fábrica no dia 25 de Setembro de 2025 as 12H00. A secretária de direcção entregou-nos um cartão em nome de Marina Sanches funcionária da direcção Executiva de Pessoas e Comunicação, que por via desta endereçamos o correio electrónico para obtermos o contraditório, na verdade não passou de charme.

