Vasco Francisco Cawala, 34 anos, automobilista que por pouco não perdeu a vida, na madrugada de sexta-feira 07, pelas 05H00, na centralidade do Kilamba, numa colisão provocada pelo motorista do autocarro da operadora Huambo Expresso nº 25329 de marca Caio, cor branca, com a chapa de matrícula LD-79-72-HR, quando o motorista pretendia fazer uma manobra perigosa.
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
Após o sucedido, Edgar Cabita, dirigente da operadora, está a ser acusado de abandonar o condutor da outra viatura no estado de inanimado, no interior da mesma por um período de oito horas.
Aurélio Cazamba, director Progressive Security Services (PSS) empresa de segurança privada, agastado com o comportamento de Edgar Cabita, disse ao Na Lente do Crime, “o motorista da empresa de segurança, na companhia de um colega sofreram um acidente pelas cinco horas de sexta-feira 07, provocado pelo autocarro da Huambo Expresso, segundo os peritos da Polícia em sinistralidade rodoviária, chegaram a conclusão que a culpa foi do autocarro”, disse.
Continuou: O que mais me entristeceu foi a falta de humanização do sr. Edgar Cabita. Os sinistrados foram socorridos no Hospital Geral de Luanda, após os primeiros socorros houve necessidade de levar um dos lesados, identificado apenas por Vasco, para uma clínica privada, mas, ao invés disso levaram o senhor para a empresa, onde ficou estatelado no interior da viatura com fortes dores na cabeça, ombros, pernas e costelas por um período de oito horas, se, não fosse a minha intervenção, não sei o que seria da vítima, lamenta.
Forçaram médico a passar alta
Na Lente do Crime, partilhou a informação passada pelo médico da clínica Morales com a senhora a directora Cazamba que dizia: O sr. Vasco, já foi para casa as 02H00 do mesmo dia (sábado), porque as pessoas que o trousseram alegaram indisponibilidade financeira para continuar a custear a medicação.
Sabe também o NLC, que a Huambo Expresso, assumiu a culpa e foi a mesma que sugeriu na esquadra policial que levaria a vítima a uma clínica privada.
Na Lente do Crime, visitou o lesado Vasco Francisco Cawala, na segunda-feira 10 na sua residência e constatou que continua a contorcer-se com dores no corpo. Contou também que, “tenho o tornozelo fraturado, por esta razão estou a usar uma tala, apenas tive acesso a medicação as 15H00 do dia seguinte vindo da operadora”, reiterou.
Cazamba, parabeniza a Polícia Nacional pela paciência, mas mantém dúvidas se de facto a mesma vai honrar com as despesas da viatura de marca Hyundai Accent, que ficou completamente destruída.
Para aferir a verdade dos factos, por via telefone, contactámos Edgar Cabita, que, disse ao Na Lente do Crime, “não foi bem assim, não foram oito horas, para mais adiante assumir a demora, atirando a culpa a seguradora.
Dentro de várias contradições, Edgar nega ainda, ter persuadido o médico a passar a alta médica.
