O Filósofo e professor Universitário, Albino Pakisi, que falava ao portal de notícias O DECRETO, mostrou-se indignado com a governação do Presidente João Lourenço, por não corresponder as expectativas dos angolanos. O também analista, avança que em 2018, avaliava com grande expectativa a governação de João Lourenço, tendo lhe atribuído uma nota de 9,5 e com a realidade de hoje, consegue apenas atribuir 0,5 ao Presidente da República e do MPLA.
PEDRO KYANZUETO
Pakisi, Sustenta que uma das vias para pôr termo ao sistema político instalado pelo MPLA passa pela via revolucionária, à semelhança do processo histórico conduzido por Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi, que culminou com o fim do domínio colonial português em 1974.
Desafiando assim a sociedade angolana a refletir, com responsabilidade e lucidez, sobre os meios legítimos para uma mudança de paradigma político.
Questionado sobre o receio de eventuais represálias decorrentes das suas declarações, Pakissi afirmou não temer tal afronta, acrescentando que, caso venha a perder a vida, será considerado um mártir, acreditando que a sua luta pelo bem coletivo será lembrada por muitos anos.
Pakissi vai mais longe ao afirmar que uma parte significativa dos dirigentes do MPLA não é genuinamente angolana, argumentando que, se o fossem, investiriam prioritariamente no país e não no estrangeiro. Como exemplo, cita o atual Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar, General Furtado, alegando que este teria concorrido, no passado, às eleições presidenciais de Cabo Verde, além de referir outros dirigentes com negócios milionários em São Tomé e Príncipe e em vários países da Europa.
O analista, clássica como péssima a governação do Presidente João Lourenço.

