Hoje, o MPLA em Luanda é uma sombra do que já foi. Um partido outrora vibrante, com mística revolucionária e uma militância combativa, transformou-se num corpo apático e desmobilizado. E há um nome que se repete em todas as análises sérias sobre este declínio: Paulo Pombolo, Secretário-Geral do MPLA e actual coordenador do Grupo de Acompanhamento do Bureau Político para Luanda.
Paulo Pombolo, infelizmente, tornou-se o símbolo da desorganização, da arrogância burocrática e da insensibilidade política. Ao invés de mobilizar, desmobiliza. Ao invés de unir, divide. E ao invés de inspirar, impõe medo e promove perseguições internas. É amplamente reconhecido como o principal responsável pela desmoralização dos quadros experientes e militantes históricos do MPLA na capital.
Depois das eleições de 2022, foi ele quem impôs a nomeação de Manuel Homem como Governador de Luanda e, posteriormente, o promoveu como figura de proa do partido na província, orientando-o a “matar politicamente” todos os quadros com passado, história e militância sólida, principalmente os provenientes da JMPLA e da OMA — militantes formados na luta, conhecedores do território e das massas.
A purga que se seguiu foi brutal: varreram-se os restos da direcção de Bento Bento e substituíram-se figuras combativas por quadros apagados, inexperientes e sem qualquer base de sustentação social. O resultado está à vista: o MPLA perdeu alma em Luanda.
A militância já não se revê nas estruturas actuais. Muitos sentem-se traídos, descartados e humilhados. E o mais revoltante é ver Paulo Pombolo, o arquitecto deste desmantelamento, fazer discursos populistas e fingir que valoriza os militantes, quando na verdade os usa como escada para manter poder pessoal.
Nos encontros partidários, como o recente Encontro Metodológico, Pombolo insiste em fazer aquilo que melhor sabe: dizer o que os militantes querem ouvir, sem qualquer intenção de transformar palavras em acção. Um verdadeiro insulto à inteligência e sacrifício de milhares de camaradas que deram tudo pelo partido.
Presidente João Lourenço, Luanda precisa da sua atenção imediata.
Luanda é a maior praça eleitoral do país, e é também onde o MPLA mais está a perder apoio e respeito. O que se passa em Luanda não é apenas má gestão política, é um assassinato lento da base social e histórica do partido. O povo já não acredita, a militância está ferida, e a juventude afastada.
Se o MPLA quiser ter futuro na capital, é urgente:
1. Resgatar a mística partidária em Luanda;
2. Valorizar e reintegrar os quadros experientes, os provenientes da JMPLA e da OMA;
3. Acabar com a perseguição interna e a política de terra queimada promovida por Paulo Pombolo e seus aliados;
4. Colocar Luanda sob nova liderança, com visão, carisma e espírito de unidade.
Se nada for feito, o partido arrisca-se a sofrer, nas próximas eleições, uma humilhação histórica — um verdadeiro KO político do qual dificilmente se levantará.
Quem avisa, amigo é. O tempo para salvar o MPLA em Luanda está a esgotar-se.
Por: Luís Malheiro

