O cidadão António Cuenda, ex-diretor-geral da empresa Carmon, foi detido no domingo, 24 de agosto, no Aeroporto Internacional de Luanda, quando se preparava para deixar Luanda.
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
Procuradoria-Geral da República (PGR).
Testa de ferro de Joaquim Sebastião detido, António Cuenda, ex-diretor-geral da empresa Carmon estava foragido da justiça.
Testa de ferro do Director do gabinete do presidente senhor Edeltrudes Costa e Joaquim Sebastião detido, António Cuenda, ex-diretor-geral da empresa Carmon estava foragido da justiça.
Segundo fontes próximas do processo, António Cuenda é suspeito de ter desviado valores de Carmon, empresa ligada a Joaquim Sebastião, antigo diretor-geral do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Mayra Isungi Campos Costa, ex-esposa de Zeno. A investigação aponta que, à data dos factos, o então gestor terá transferido montantes pertencentes à empresa para contas bancárias pessoais e para uma sociedade da sua propriedade, causando, alegadamente, prejuízos significativos à proprietária.
Durante a fase inicial da investigação, foram bloqueados e apreendidos vários bens associados ao suspeito, incluindo património imobiliário e contas bancárias.
Contudo, o processo terá contornos polémicos quando, segundo informações do caso, o advogado Carlos Salombongo e o antigo presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo, tiverem intervindo no processo.
Na sequência desta intervenção, terá sido proferido um despacho do Tribunal da Relação para orientar o juiz das garantias a desbloquear as contas bancárias e a restituir o património ao arguido.
A detenção no aeroporto ocorreu apenas algumas horas depois de um novo mandato ter sido reativado pelas autoridades.
As fontes judiciais alegaram que, na manhã do dia 24, o procurador responsável pela audição do arguido terá declarado ter recebido orientações da chamada “superestrutura” para proceder à libertação de António Cuenda e aplicar-lhe uma medida de coação menos gravosa, nomeadamente o Termo de Identidade e Residência (TIR).
Segundo as mesmas fontes, o procurador terá ainda sido instruído a não remeter o processo ao juiz das garantias, decisão que irá gerar inquietação entre os operadores judiciais, tendo em conta o seu possível conflito com os procedimentos previstos no Código de Processo Penal.
Ainda de acordo com as fontes, António Cuenda acabou por ser ouvido por um procurador que não seria o responsável pelo processo.
Edeltrudes Costa garantiu-lhe que haveria uma forma para escapar das autoridades: seria manter residência fixa em Lisboa, o plano falhou quando este caiu no aeroporto em Luanda. António Cuenda continua a ocultar o nome de Edeltrudes Costa para não estar manchado neste caso, devido à sua possível escolha para liderar o lugar de JLO nas presidências de 2027.
A audição terá ocorrido por volta das 18 horas, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de apresentação periódica.
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