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O general Francisco Higino Lopes Carneiro terá feito declarações consideradas comprometedoras para a imagem do regime liderado por João Lourenço, durante um interrogatório realizado na passada terça-feira, na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), órgão da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo informações divulgadas pelo portal [Club-K](https://club-k.net?utm_source=chatgpt.com), Higino Carneiro, ao responder sobre acusações relacionadas com corrupção, terá insinuado que o combate à corrupção em Angola está a ser conduzido de forma selectiva.
De acordo com a publicação, o antigo governador de Luanda terá afirmado que, caso a PGR queira realmente aprofundar o combate à corrupção, deveria convocar a então porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, Júlia Ferreira, para explicar “em que moldes” o actual Presidente da República foi declarado vencedor das eleições gerais de 2017.
Ainda segundo a mesma fonte, Higino Carneiro terá sugerido que o MPLA recorreu a meios desonestos para garantir a vitória eleitoral, ao mesmo tempo que criticava aquilo que considera ser um combate selectivo à corrupção.
O general é acusado de alegada gestão danosa de bens públicos durante o período em que exerceu funções como governador provincial de Luanda, entre 2016 e 2017. O processo judicial decorre desde meados de 2018.
As investigações terão identificado movimentações financeiras envolvendo contas do Governo Provincial de Luanda (GPL), cujos fundos, segundo as suspeitas, teriam sido canalizados para estruturas do Comité Provincial do MPLA em Luanda e posteriormente utilizados na campanha eleitoral do partido, incluindo o pagamento de fiscais eleitorais.
O uso de recursos públicos em campanhas eleitorais tem sido alvo de denúncias recorrentes por parte da UNITA, que chegou a apresentar queixas junto do Tribunal Constitucional contestando os resultados das eleições gerais de 2017.
Na ocasião, o Tribunal Constitucional considerou que as irregularidades apontadas não eram suficientes para invalidar os resultados eleitorais.
Recorde-se que João Lourenço venceu as eleições gerais de 2017 com 61,70% dos votos. Na altura, os resultados preliminares foram anunciados pelo então porta-voz do MPLA, Jú Martins, antes da divulgação oficial da contagem nacional.
O então dirigente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, reagiu afirmando que os resultados “não saíram de nenhuma província”, insinuando que os mesmos teriam sido definidos antecipadamente.
In: Lamúrias del Poeta Ukwanana o porta voz de quem não tem voz 🗣️
