Os munícipes do Calumbo, na província do Icolo e Bengo, mostram-se agastados com os montões de lixo espalhados em várias zonas do município, a degradação das vias de acesso e a actuação abus!va de fiscais, concretamente no Zango 1, 2 e 3, que, segundo comerciantes, têm criado constrangimentos a várias zungueiras, mesmo aquelas que não ficam num único espaço.
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
Denunciam ainda a venda de campos e outras zonas de lazer que antes serviam de apoio aos jovens.Em declarações ao Jornal Na Mira do Crime, durante uma reportagem realizada nesta quarta-feira, 30, os moradores apontaram o problema do lixo, a falta de saneamento básico como uma questão de saúde pública.
Às dificuldades de circulação em algumas das principais vias de acesso ao município é outra preocupações da comunidade.
Oliveira Manuel, residente no Zango 1, na zona da Polícia, Rua do Cassocola, reconhece que a via que permaneceu interditada durante vários anos, foi reabilitada, mas afirma que a acumulação de lixo junto à estrada continua a constituir um problema para os moradores e para os automobilistas.
“A via do Cassocola foi reabilitada há muito tempo, mas hoje está novamente com muito lixo à beira da estrada. No Zango existem muitas vias de acesso degradadas e sem condições para os carros e para nós, moradores, mototaxistas, circularmos normalmente porque há muitas dificuldades por causa dos buracos”, afirmou.
O morador acrescentam que a situação do lixo se agrava devido à irregularidade na recolha, apontando igualmente a falta de água potável e de saneamento básico como preocupações que, segundo ele, podem representar riscos para a saúde pública.
“Temos aqui uma bomba de combustível que fechou por causa do lixo. A Administração de Calumbo manda retirar o lixo às vezes, mas fica muito tempo sem fazer a recolha e, por isso, a estrada acaba por ficar cheia de resíduos. Aqui também não temos água potável e há falta de saneamento básico.
Quando começar a chover, vamos todos mo*rrer de cólera”, lamentou.
Outra preocupação levantada pelos munícipes está relacionada com as condições para o exercício da actividade comercial, sobretudo no Zango 3, onde as vendedoras dizem não existir um mercado adequado para a comercialização dos seus produtos.
Mariana Pinto, moradora e vendedora no Zango 3, concretamente na zona da Última Paragem, afirma que as comerciantes enfrentam dificuldades devido à falta de um espaço organizado para a venda, situação que, segundo ela, é agravada pela actuação dos fiscais.
“Mesmo aquelas senhoras que não ficam num único espaço sofrem. Os fiscais batem nas senhoras e levam o pouco negócio que seria para ajudar na alimentação dos nossos filhos”, denunciaram.
A vendedeira afirma ainda que, quando as equipas de fiscalização encontram comerciantes a exercer a actividade naquela zona, alguns produtos são apreendidos, o que, segundo ela, representa prejuízos para as famílias que dependem da venda para garantir o sustento.
”Aqui no Zango parece que não existe administração que vela pelos direitos das pessoas, só estão interessados no negócio dos terrenos, quando é terreno aí a cara dos administradores aparecem porque sabem que tem mixa, mas quando é para resolver o problema do povo se escondem nos gabinetes”, atiraram.
Espaços urbanos vendidos
Para além de quadras desportivas que serviam para descontração dos jovens em vários pontos dos Zangos, largos e zonas que serviriam para jardinagem e até passeios.
NA MIRA DO CRIME
