O Movimento Icolo e Bengo em Acção anunciou a realização de uma manifestação para o próximo sábado, 3 de Outubro de 2026, em frente à residência do Administrador Municipal-Adjunto para a Área Técnica, Infraestruturas e Serviços Comunitários de Calumbo, Joelson Joaquim da Costa Gomes.
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
Segundo o movimento, a manifestação tem como principal motivo a contestação ao que considera serem irregularidades relacionadas com a gestão e venda de terrenos destinados à implantação de equipamentos sociais no município, nomeadamente centros de saúde, hospitais, escolas, lojas de registo e outros serviços públicos.
Joelson Joaquim da Costa Gomes exerce oficialmente o cargo de Administrador Municipal-Adjunto para a Área Técnica, Infraestruturas e Serviços Comunitários de Calumbo, conforme despacho publicado em Setembro de 2025.
O Movimento Icolo e Bengo em Acção acusa a administração de permitir situações que, na sua perspectiva, prejudicam o interesse público e impedem que parcelas reservadas para equipamentos sociais cumpram a finalidade prevista.
Movimento questiona alegadas detenções
Entre as questões levantadas pelo movimento está também uma alegada detenção de um jornalista que teria procurado obter o contraditório junto da administração municipal relativamente às denúncias sobre terrenos.
O movimento questiona se a alegada detenção ocorreu efectivamente na sequência do exercício da actividade jornalística e exige esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.
Até ao momento, não foi encontrada confirmação independente, nas fontes consultadas, sobre essa alegada detenção nem sobre os seus motivos. O mesmo se aplica à alegação de que Joelson Gomes teria ordenado a detenção de um jornalista.
O Movimento Icolo e Bengo em Acção recupera ainda um episódio que, segundo a organização, teria envolvido o pastor João Cassai, da Assembleia de Deus Pentecostal, alegando que este teria sido detido pela Polícia em Calumbo. Esta informação também não foi possível confirmar de forma independente nas fontes consultadas.
Alegações sobre ligação a Mara Quiosa
O movimento também relaciona Joelson Gomes com a vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, apresentando-o como seu alegado “testa de ferro”.
Essa caracterização, contudo, deve ser entendida como uma acusação política do movimento e não como um facto comprovado. Uma publicação do Portal TV Nzinga também já apresentou alegações sobre uma suposta ligação familiar e política entre Joelson Gomes e Mara Quiosa, no contexto da gestão de terrenos em Icolo e Bengo, mas os envolvidos não foram confirmados por fontes independentes como responsáveis por qualquer irregularidade.
“Administrador, gatunos fora”
A manifestação está a ser mobilizada sob o lema “Administrador, gatunos fora”, expressão utilizada pelos promotores para denunciar aquilo que classificam como má gestão e alegadas práticas lesivas do interesse público.
O Movimento Icolo e Bengo em Acção afirma que pretende, através do protesto, exigir maior transparência na gestão dos terrenos públicos e defender a preservação das áreas destinadas à construção de infraestruturas sociais.
A organização questiona ainda: “Será que estamos num país sem leis?”, Defendendo que os cidadãos devem ter acesso a informações claras sobre a utilização e distribuição dos terrenos públicos.
O contraditório permanece, assim, essencial para esclarecer as alegações sobre a venda de terrenos, as áreas destinadas a equipamentos sociais e as supostas detenções mencionadas pelos organizadores da manifestação.
