O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), instituição financeira pública criada pelo Decreto n° 37/06, de Julho presidida por Leonel Felisberto da Silva, enfrenta um escândalo de alegada corrupção activa envolvendo altos responsáveis ligados ao processo de concessão de créditos às empresas nacionais
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
De acordo com informações o esquema é supostamente liderado pelo presidente da comissão Executiva, João Salvador Quintas, e pelo diretor de administração de crédito, José Igor de Oliveira, que são apontados como responsáveis por exigir comissões indevidas a empresários em troca da aprovação e desembolso de financiamentos.
Fontes próximas do processo afirmam que nenhum crédito é aprovado sem que as empresas garantissem previamente o pagamento dessas alegadas comissões.
A prática, segundo as mesmas fontes, intensificou-se, após a saída de Patrícia de Almeida, Ex-presidente da comissão executiva do banco, tendo inclusive resultado, na revisão e suspensão de vários processos de crédito já aprovados pela direção cessante.
“Eles condicionam o desembolso, à entrega de comissões, prejudicando os clientes, e travando projectos empresariais em curso”, denunciou
Além das suspeitas de suborno, os dois gestores são ainda acusados de sobrefacturar, serviços contratados pelo pelo BDA, em conluio com empresas prestadoras.
As facturas apresentariam, valores superiores, aos praticados no mercado, sendo o excedente alegadamente, partilhado entre os intervenientes.
PROTECÇÕES POLÍTICAS
Apurou se que João Salvador Quintas mantém ligações, próximas com Ministro de Estado, para Coordenação Económica José de Lima Massano, através do seu director de gabinete, Malamba Feitio, com quem partilharia informações sobre as as operações internas do banco.
Essa relação, segundo as fontes, garantiria protecção e estabilidade ao gestor, mesmo diante das denúncias.
Já José Igor de Oliveira é apontado como genro do actual governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, Antigo Ministro de Estado para Estado para a Coordenação Económica, sendo também, referido como um dos mentores.
DENÚNCIAS APRESENTADAS AO BNA À PGR
Empresários alegadamente prejudicados pelas exigências ilícitas organizaram-se para denunciar o caso. Um dos clientes teria aceite pagar a referida “comissão” apenas para recolher, provas, que foram posteriormente apresentadas ao Banco Nacional de Angola (BNA), regulador do sistema financeiro, acompanhado de documentos e testemunhos.
O BNA terá encaminhado as denúncias ao BDA, que segundo as mesmas fontes, não se pronunciou oficialmente até ao momento.
As denúncias colocam em causa a imagem do BDA, e os esforços do Executivo na luta contra corrupção, uma das bandeiras da governação do Presidente João Lourenço.
Fontes internas defendem uma intervenção urgente da Inspecção Geral da Administração do Estado, e a suspensão preventiva da actual direcção, sublinhando que o caso “compromete a credibilidade e mina confiança dos empresários nacionais.
” Há provas concretas de práticas ilícitas e de protecção política. A impunidade apenas reforçará a percepção de que a corrupção continua a ser tolerada no mais altos níveis “, afirmou uma fonte do processo.
IMPARCIAL PRESS

