O IX Congresso da JMPLA, braço juvenil do MPLA, revelou-se um espetáculo de irregularidades que já está a ser amplamente denunciado:

1. Um dos candidatos à liderança, Adilson Hach, acusa frontalmente o processo de fraude eleitoral, afirmando que os resultados que consagraram Justino Capapinha como vencedor são completamente fabricados.

2. A situação mais chocante? O número de votos ultrapassou, em muito, o número de delegados presentes, levantando suspeitas de enchimento de urnas.

3. Adilson Hach não ficou em silêncio: a sua equipa apresentou uma impugnação formal dos resultados, exigindo a anulação imediata do congresso que, segundo eles, esteve longe de ser democrático.

4. A carta de contestação denuncia uma discrepância absurda: estavam credenciados 1266 delegados, mas, como num passe de mágica, foram contabilizados 1781 votos – ou seja, 515 a mais!

5. “Como é possível?”, questiona o candidato, acusando o “milagre da multiplicação” de votos de ser o verdadeiro vencedor do congresso.

6. O agora prejudicado Adilson Hach considera este resultado como mais um episódio típico das práticas obscuras nas estruturas do partido no poder, onde a fraude parece ser a regra, não a exceção.

7. Para muitos, a multiplicação de votos já não é uma surpresa, mas este episódio deixou claro que o processo eleitoral na JMPLA está profundamente comprometido.

8. As denúncias de Hach ecoam um sentimento generalizado de revolta: o que era para ser uma eleição justa transformou-se num teatro de manipulação.

 

Conclusão: O congresso que deveria refletir os valores democráticos da juventude angolana foi, segundo as denúncias, mais uma peça de uma velha estratégia – onde os números nunca mentem, mas podem ser “milagrosamente” ajustados.

Por: Nadilson Paim

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