O conhecido jornalista e ex-diretor da Rádio Ecclésia em Benguela, Zé Manel, questionou publicamente o recente posicionamento da Comissão Executiva do Comité Provincial do MPLA em Benguela
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
Em causa está uma nota oficial de solidariedade emitida pelo partido a favor de Celso Rosas, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Porto do Lobito, que se encontra sob investigação do Serviço de Investigação Criminal (SIC) num caso relacionado com diamantes.
Para o jornalista, a reação do partido no poder soa a uma “graxa despropositada” que pode interferir na independência das investigações em curso. Zé Manel lembra que a própria direção do Porto do Lobito já tinha emitido um comunicado oficial garantindo que vai aguardar pelo apuramento da verdade por parte das autoridades competentes (SIC):
“Confesso que ainda não entendi o alcance da mensagem de solidariedade do MPLA/benguela, sobre o caso “diamantes PCA/Porto do Lobito “.
Através de uma nota pública, a própria direção do Porto já esclareceu que vai aguardar o apuramento da verdade dos factos por parte do SIC. Logo, o posicionamento do MPLA/benguela, soa a uma “graxa ” despropositada que pode interferir no bom andamento das diligências em curso no referido processo…🤔👇”
Na nota emitida a 28 de Outubro de 2026, o MPLA/Benguela sai em forte defesa da “honra, dignidade e bom nome” de Celso Rosas, classificando as denúncias como uma “campanha de desinformação” e rejeitando o que chama de “condenação antecipada na praça pública”, destacando o percurso de mais de 50 anos do gestor ao serviço do país.
“COMISSÃO EXECUTIVA DO COMITÉ PROVINCIAL DO MPLA EM BENGUELA”
MENSAGEM DE SOLIDARIEDADE E DEFESA DO CAMARADA CELSO ROSAS
EM DEFESA DA HONRA, DA DIGNIDADE E DO BOM NOME DE UM SERVIDOR PÚBLICO
A Comissão Executiva do Comité Provincial do MPLA em Benguela manifesta a sua inabalável solidariedade e o seu firme apoio ao Camarada Celso Rosas, Presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, face à campanha de desinformação e às manifestações que visam atingir a sua imagem pública, manchar a sua reputação e pôr em causa um percurso que teve início aos seus 14 anos de idade.
Não podemos permanecer indiferentes perante tentativas de descredibilização de um quadro cuja trajectória profissional está associada ao exercício de responsabilidades públicas e ao compromisso com o desenvolvimento de Angola. A crítica é legítima e necessária numa sociedade democrática, mas deve ser exercida com responsabilidade, fundamento e respeito pela verdade, não podendo transformar-se num instrumento de perseguição pessoal, manipulação da opinião pública ou destruição deliberada do bom nome de qualquer cidadão.
A honra e a reputação de um cidadão não podem ser sacrificadas no altar da desinformação, da intriga ou de interesses alheios ao bem comum. A liberdade de expressão não deve servir de pretexto para a propagação de acusações infundadas, a distorção dos factos ou a promoção de julgamentos precipitados na praça pública. Perante eventuais denúncias, devem prevalecer a verdade, a transparência, o respeito pelas instituições e os mecanismos legalmente estabelecidos para o apuramento dos factos.
O Camarada Celso Rosas possui um percurso de mais de 50 anos ao serviço do povo angolano, uma caminhada que merece ser apreciada com serenidade, objectividade e sentido de justiça. Esse historial profissional não o coloca acima da crítica, mas exige que qualquer apreciação sobre a sua conduta seja feita com base em factos concretos, provas e critérios de responsabilidade, e não em campanhas destinadas a lançar suspeitas ou a destruir reputações.
Para o MPLA, a defesa dos seus militantes deve caminhar lado a lado com a responsabilidade, a ética, a verdade e o respeito pela legalidade. A solidariedade partidária não significa a negação do escrutínio, mas a rejeição de práticas que procurem substituir a análise objectiva dos factos pela condenação antecipada, a insinuação ou a manipulação da opinião pública.
Neste sentido, a Comissão Executiva do Comité Provincial do MPLA em Benguela reafirma a sua confiança na necessidade de se preservar a dignidade do Camarada Celso Rosas, apelando para que todos os cidadãos, actores políticos, órgãos de comunicação social e utilizadores das plataformas digitais actuem com sentido de responsabilidade, rigor informativo e respeito pelos direitos fundamentais.
Não se constrói uma sociedade justa destruindo reputações. Constrói-se uma sociedade justa promovendo a verdade, a transparência, a responsabilidade e o respeito pela dignidade humana.
A nossa posição é clara: estaremos sempre ao lado da defesa da honra, da dignidade e do bom nome dos nossos militantes, sem prejuízo do respeito pelas instituições competentes e pelos princípios da legalidade. Rejeitamos a desinformação, condenamos a manipulação dos factos e defendemos que nenhuma pessoa deve ser julgada ou condenada publicamente sem que os factos sejam devidamente apurados.
Ao Camarada Celso Rosas, endereçamos uma palavra de solidariedade, encorajamento e confiança para que continue a exercer as suas responsabilidades com serenidade, sentido de missão, dedicação ao trabalho e compromisso com os superiores interesses do povo angolano.
A verdade não se defende com insultos, mas com factos. A reputação não se protege com intrigas, mas com integridade. E a confiança pública fortalece-se com trabalho, transparência e responsabilidade.
Benguela, 28 de Outubro de 2026.
A COMISSÃO EXECUTIVA DO COMITÉ PROVINCIAL DO MPLA EM BENGUELA
MPLA — COMPROMISSO COM O POVO, CONFIANÇA NO FUTURO.”
