Agílio Campos, engenheiro de construção civil e Presidente da Comissão Executiva da Sociedade de Gestão e Participação Financeira, S.A (GEFI), braço empresarial e financeiro do partido, é apontado como o testa de ferro de Paulo Pombolo, secretário geral do partido MPLA, e de “abocanharem” a holding (GEFI), e nisso colocou a pico, empresas como a Socorro, Jonce e Hagen em detrimento da sua galinha de ouro AGFC

REDACÇÃOPORTALTVNZINGA

Segundo denúncias ao que o Na Lente do Crime teve acesso, a empresa de construção AGFC criada em 2012 é o “papão” das obras que antes eram executadas pelas construtoras do partido como a Jonce e a Hagen.

 

Empresas como a Socorro, está em queda livre, num pico de 60 por cento, pelo facto de se encontrar endividada em altas somas monetárias. No actual contexto, está empresa, acabou de perder um contrato milionário, com uma empresa cervejeira, onde mantinham 90 homens, várias vezes os vigilantes denunciaram ao Na Lente do Crime, atrasos salariais de 2/3 meses,

Socorro, esta ainda na eminência de perder outro contrato milionário com a petrolífera Sonangol, por incumprimentos, depois de várias advertências feitas pela petrolífera, disse.

 

Tudo tem uma razão, gestão monopolizada de Agílio Campos, que passou a gestão a um “homem de recados” sem qualquer experiência profissional. Este está a liderar uma suposta comissão de gestão, e, apesar de ter o cargo hierárquico mais alto na Socorro, aufere um salário inferior aos seus dois subordinados, conta.

 

Dividir para melhor reinar

“AGFC – Engenharia e Construção/Manutenção e Tecnologia, localizada na Urbanização Nova Vida, rua 53, centro empresarial Living, edifício Quiçama, 2º andar 2B, esta a “passar a perna” nas obras da holding com a criação desta empresa em 2012.

 

Sabe o Na Lente do Crime, a AGFC Construções, teve participação na empreitada de reabilitação das EN 225; EN Ùcua Pango Aluquém; Quibaxe; entrocamento EN 120 com a EN 225, rua da Brigada e muito recentemente o troço Catete/Cabala/Muxima.

 

Concorrência desleal

 

A AGFC é uma empresa angolana de construção civil, obras públicas, montagem e manutenção industrial, liderada pelo engenheiro Agílio Campos, que ao mesmo tempo lidera a Holding (GEFI).

 

Criada em Novembro de 2012, e publicada no Diário da República aos 24.12.2012, III Série . nº  Holding GEFI, é o braço empresarial e financeiro do partido MPLA. Através desta e outras participações associadas, o partido detém posições em mais de 12 empresas dos sectores económicos do país.

 

Participações e sectores de actuação da GEFI

 

Acionistas maioritários no banco Sol, com cerca de 55 por cento, e posições menores noutras instituições financeiras como Banco Comercial de Angola (BCA).

 

Comunicação Social:

 

Detém posições em órgãos de Imprensa e rádios comerciais, incluindo a Luanda Antena Comercial (LAC) com 60 por cento, Rádio (Huíla), Rádio Morena (Benguela) e Rádio Comercial de Cabinda, além de empresas de marketing como a Orion.

 

Aviação e Transportes:

 

Participações na área de aviação civil (como na Fly 540 através da Planar).

 

Serviços de Segurança e Pescas:

 

Envolvimento em empresas de segurança privada (Socorro e Sambiente) no sector das Pescas, na Epata Fishing.

 

Desta forma, seria quase impensável a Holding apresentar um défice financeiro, mas, o problema está em Agílio Campos, sustentou o nosso entrevistado.

 

Na procura da verdade material, a equipa do Na Lente do Crime, contactou Maximiliano Manuel que lidera a comissão de gestão da empresa Socorro, “na verdade estou pouco tempo a frente desta empresa, encontrei a empresa num pico de 30 por cento. Reconheço que a Socorro está com diversas dívidas e atrasos salariais. A GEFI tem o domínio total da situação e, como sabe, é a casa mãe, logo as decisões vêm de cima, isto, do engenheiro Agílio Campos, presidente da comissão executiva da GEFI”.

 

A equipa do Na Lente do Crime dirigiu-se as 11horas de segunda-feira 19 a sede da GEFI, do secretário de Agílio Campos infelizmente só recebemos ameaças (se vocês publicaram esta matéria vão se arrepender, depois de uma bateria de perguntas, passados 72horas achamo-nos no direito de publicar a matéria.

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