PARTE- 1
Antes de desenvolvermos as denúncias contra Beatriz Franck, o Laboratório Sakatindi vai trazer a génese e as ramificações do mundo obscuro de Beatriz Franck.
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
A tia Beatriz é natural de Cabinda. Após a perda precoce do pai, já com os seus 13 anos, começou a enfrentar sérias dificuldades financeiras, o que a levou a trabalhar, aos 13 anos, como vendedora de praça e doméstica para apoiar a mãe. Coisa que é louvável.
Mas, infelizmente, com os seus 15/16 anos, segundo as nossas investigações, Beatriz Franck começou a manter relações sexuais com adultos maiores de idade, situação que a levou a fortificar ainda mais os seus negócios.
E, quando completou 18 anos de idade, a Beatriz fez a sua primeira viagem ao Brasil para comprar malas de roupa e vender às colegas de escola. Daí, recebeu o convite para fazer parte do concurso Miss Cabinda e teve a graça de vencer o concurso, em 2003. Foi aí que o prémio serviu mais de marketing para o mundo do game.
Após vencer o prémio, usou os 8 mil dólares do prémio para investir na criação da sua primeira loja própria, com apenas 4m², instalada no quintal de casa. Aos 25 anos, com o crescimento dos dois negócios prostituiç@0e investimentos imobiliários em Cabinda e Luanda conseguiu obter alguns recursos pecuniários.
Após os seus 25 anos, a Beatriz achou este mundo como um dos melhores lugares para se fazer dinheiro. Passou a recrutar outras meninas por causa da demanda e porque não estava a corresponder à procura, tendo como clientes empresários, políticos, músicos e desportistas.
E, para não dar na cara, começou a usar as suas lojas como centro de recrutamento. Segundo as nossas investigações, actualmente, todas as suas lojas recrutam mulheres para este mundo obscuro e 90% das suas funcionárias são do game.
Na loja do Kilamba, quem recruta crianças, adolescentes e jovens é a Filomena Eduardo, que vive no Game à Direita.
A rede é composta por várias entidades, funciona de forma assustadora e, segundo as nossas investigações, é elas começam a recrutar miúdas já com os seus 9 aos 12 anos.
Por norma, elas buscam também crianças, na sua maioria, das províncias do Kwanza-Sul, Kwanza-Norte, Huíla e Benguela para Luanda. Postas em Luanda, são feitas de “masseca”aquelas crianças que crescem na casa de estranhos para ajudar, crianças que ajudam as mães a criar os bebés em casa, com o objectivo de, quando crescerem, serem introduzidas logo como empregadas em lojas diversas da tia Beatriz Franck e posterior ao game.
A loja que mais recebeu meninas é a do Nosso Centro, nas imediações, em frente à Gamek, à direita. Todas aquelas jovens que trabalham lá fazem parte, segundo as nossas investigações, da rede da Beatriz Franck. Elas são controladas até torturadas.
Esta mesma rede, para além desses actos, também daria golpes de barriga. Quando se deitam com clientes com poder financeiro, fazem de tudo para engravidar.
E, após a suposta gravidez, aí entra a tia Beatriz, com a alegada influência junto do SIC, para extorquirem a vítima. Ficam com os carros das vítimas e outros pertences.
E, para piorar, não deixam as vítimas ter contacto com as suas filhas. Mas, se forem rapazes, entregam-nos ao pai.
Várias vítimas da rede da tia Beatriz já foram ao MINARS. Infelizmente, segundo as nossas investigações, esta instituição demarcou-se de tratar deste assunto por causa da Beatriz Franck.
Para além da Beatriz, a rede está composta por pessoas do SIC, MINARS, INAC e outras instituições.
Segundo as nossas investigações, a Beatriz até inovou o modus operandi; elas entraram em grupos do WhatsApp para caçar angolanos que vivem fora de Angola, como na Holanda, Bélgica , Inglaterra e França … etc.
O Laboratório falou com três vítimas desta rede, que já se queixaram nos consulados. Segundo os relatos recolhidos, esta rede pega nas informações das vítimas e persegue-as a todo o custo.
Segundo as nossas investigações, nesta mesma rede estão actualmente envolvidos são-tomenses, cabo-verdianos e angolanos, que terão começado a traficar crianças com a ajuda de um líder da Igreja Testemunha de Jeová.
By: Sabalo Salazar
Perito Judicial & Especialista Forense.
