Exmos. Senhores,
Escrevo esta carta não apenas para fazer uma denúncia, mas principalmente para pedir socorro.
O meu nome é Verónica Nachipia Fortunas, tenho 34 anos e trabalho na Direcção Municipal da Saúde de Viana, exercendo a função de Secretária da Direcção Municipal da Saúde de Viana.
Neste momento, sinto-me ameaçada, humilhada e com medo pela minha vida e pela vida da minha filha. Por isso, decidi procurar a TV NZINGA, na esperança de que alguém possa ouvir o meu pedido e ajudar a fazer com que esta situação seja devidamente investigada.
No dia 31 de Agosto de 2026, fui chamada pela Directora Municipal da Saúde de Viana. Durante a conversa, fui acusada de passar informações para outras pessoas e o meu telefone foi retirado para que fossem verificadas as minhas mensagens.
Segundo o meu relato, a situação acabou por se transformar em agressões físicas dentro do gabinete, que terão OCORRIDO aproximadamente entre as 18h00 e as 22h00. Fui posteriormente agredida novamente na presença de dois colegas e um segurança, tendo a minha roupa sido rasgada.
Fui insultada, humilhada e obrigada a ajoelhar-me e pedir perdão. Também fui pressionada a jurar, em nome da minha filha, que não contaria a ninguém aquilo que tinha acontecido.
Mas o que mais me assusta são as ameaças de morte.
Foi-me dito que eu não deveria apresentar queixa nem contar o que aconteceu. Segundo o meu relato, fui ainda ameaçada com a alegação de que existiriam pessoas ligadas ao SIC que poderiam fazer “trabalhos sujos” contra mim.
Tenho medo.
Tenho medo de sair de casa. Tenho medo pela minha filha. Tenho medo de perder o meu trabalho. Tenho medo de falar, mas também tenho medo de ficar calada.
Por isso estou a falar agora.
Existem câmaras de videovigilância no local onde os acontecimentos ocorreram. Essas imagens poderão ajudar a esclarecer o que realmente aconteceu. Tenho também comprovativos relacionados com movimentações de valores da minha conta Express e outras informações que poderão ser entregues para investigação.
Peço TV NZINGA, por favor, não ignore o meu pedido de socorro.
Peço que investiguem.
Peço que procurem as testemunhas.
Peço que tentem preservar as imagens das câmaras antes que sejam apagadas.
Peço que me deem a oportunidade de apresentar as provas que tenho.
E, acima de tudo, peço ajuda para que a minha segurança e a segurança da minha filha sejam levadas a sério.
Não estou a pedir que condenem ninguém sem investigação. Estou a pedir que investiguem os factos.
Se tudo aquilo que relato for comprovado, quero que os responsáveis respondam perante a lei. Se existir outra versão dos acontecimentos, também quero que ela seja ouvida. O que peço é simplesmente que a verdade apareça.
Exmos. Senhores,
Talvez para algumas pessoas esta seja apenas mais uma carta. Para mim, é um pedido desesperado de ajuda.
Sou mãe. Tenho uma filha que precisa de mim. Quero continuar a trabalhar e viver em paz, sem ter de acordar todos os dias com medo de que alguma coisa aconteça comigo ou com a minha filha.
Por isso, antes que seja tarde demais, peço socorro.
Peço que me ajude a levar esta situação às instituições competentes e que considere realizar uma investigação jornalística responsável sobre o caso.
Estou disponível para apresentar documentos, comprovativos e outras informações que possam ajudar a esclarecer os factos.
Por favor, ouçam o meu pedido.
Atenciosamente.
DENÚNCIA ANÔNIMA
