O vice-presidente do PRA-JA Servir Angola, Xavier Jaime, está a ser acusado interferir no processo eleitoral interno da Juventude Servidora de Angola (JSA), por três das quatro candidaturas concorrentes como responsável por pressionar dirigentes provinciais e delegados a votarem no seu candidato Mutunda Sadrak.
REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM
A denúncia, subscrita por três candidaturas, sustenta que, numa fase considerada decisiva da campanha interna, secretários provinciais da Juventude Servidora de Angola estariam a receber orientações para mobilizar os delegados em favor de Mutunda Sadrak, alegadamente identificado como o candidato apoiado pela direcção do partido.
Segundo o documento, a alegada pressão estaria a ocorrer inclusive em províncias onde outros candidatos reúnem maior apoio entre os delegados. Os denunciantes afirmam ainda que dirigentes que se recusam a seguir essas orientações estariam a ser alvo de ameaças de exoneração e outras formas de represália.
A denúncia aponta directamente o vice-presidente Xavier Jaime como o principal responsável pela alegada tentativa de influenciar o processo democrático interno da organização juvenil, situação que, na visão dos signatários, compromete os esforços do presidente do partido, Abel Chivukuvuku, para consolidar uma cultura democrática no seio do PRA-JÁ Servir Angola.
Disputam a presidência da Juventude Servidora de Angola quatro candidatos: Cabo Snop, de 38 anos, Mutunda Sadrak, de 39 anos, Bernardo João Paposseco dos Santos, de 43 anos, e Rui Mangove, de 49 anos.
O Decreto contactou o vice-presidente Xavier Jaime para obter a sua versão dos factos. Contudo, até ao fecho desta reportagem, não foi possível obter qualquer pronunciamento.
A redacção mantém total disponibilidade para publicar a posição oficial do dirigente e de qualquer outra entidade visada, em respeito ao princípio do contraditório.
