Num momento em que Angola procura consolidar a confiança nas suas instituições económicas, empresariais e mediáticas, a publicação de textos como o recentemente divulgado pelo Reporter Angola, com o título “Má Gestão na Catoca: Funcionários da diamantífera denunciam PCA Benedito Manuel”, representa um retrocesso lamentável para o jornalismo e um atentado à verdade.
O artigo em causa, revestido de pretensa denúncia, não passa de um exercício de especulação, construído com base em fontes anónimas, acusações vagas e ausência total de prova factual. Não há qualquer sustentação documental, técnica ou objectiva que valide as insinuações lançadas contra a administração da Sociedade Mineira de Catoca, em particular contra o seu CEO, Dr. Benedito Paulo Manuel.
Acusar alguém de “má gestão” ou de estar “em desacordo com a visão do Presidente da República” é, no mínimo, grave. No entanto, em lugar de apresentar dados concretos, decisões estratégicas contestáveis ou qualquer vestígio de ilegalidade, o texto limita-se a repetir alegações sem rosto, sem contexto e sem contraditório. Isto não é jornalismo, é propaganda mal disfarçada de reportagem.
É também insustentável a tentativa de transformar acções legítimas de comunicação institucional em manobras de manipulação. Divulgar projectos, participar em prémios internacionais, valorizar a imagem de uma empresa que tem impacto directo na economia nacional e na vida de milhares de angolanos não é vaidade, é responsabilidade. Se Catoca comunica, é porque tem obra feita, resultados concretos, e um percurso reconhecido dentro e fora do país.
Importa recordar que Catoca é uma das maiores diamantíferas do mundo, responsável por uma fatia significativa da produção nacional e por um esforço continuado de reinvestimento social, tecnológico e humano. O seu funcionamento está sujeito a auditorias internas e externas, fiscalização do Estado e mecanismos de controlo exigentes. Ignorar tudo isto e insinuar, sem qualquer base, que há “fundos direccionados de forma incerta” é uma tentativa transparente de desinformar a opinião pública.
Este tipo de jornalismo de insinuação, sem fontes credíveis, sem documentos, sem rigor, contribui para o descrédito da imprensa angolana e para a corrosão da confiança nas instituições. Não serve a verdade, não serve os cidadãos, não serve o país.
Angola precisa de debate informado, crítica fundamentada e escrutínio sério, não de ataques velados, construídos em folhas anónimas, que apenas alimentam o ruído e o oportunismo.
Catoca continuará a trabalhar, com transparência, ambição e responsabilidade. Quanto aos que preferem destruir em vez de construir, resta apenas esperar que o tempo e os factos se encarreguem de os desmentir.
