O agora subinspector dos Serviços de Investigação Criminal (SIC) colocado no SIC-Luanda, Leonardo Fernandes Chico também conhecido por “Leo” de 38 anos de idade, residente na Maianga “Catambor rua Revolução de Outubro” que encontra-se a cumprir 25 anos de prisão por homicídio no processo nº 646/24 em sentença proferida pelo tribunal provincial de Luanda Dona Ana Joaquina pelo Juiz da causa Domingos Flevo, voltou a sentar-se no banco dos réus na quinta-feira 03 de Abril as 11h15 desta feita responde o processo nº 668/24 pelos crimes de abuso de poder, ilícitos criminais, mau comportamento e agressão pelo Tribunal Militar da Região de Luanda.
POR: MATIAS MIGUEL
Segundo alegações do Ministério Público representada pela doutora Luísa Sapalo, Leonardo Fernandes “Leo” nas vestes de chefe de brigada do SIC na companhia de dois comparsas Miguel Caxingue agente da Ordem Pública e um civil no dia 08 de Junho de 2023 as 14 horas, terão abordado e arrastado da sua residência para a Esquadra da Kapipa no Cantintom o cidadão Veloso Malavo, sem ordem de serviço e nem mandado de detenção.
Sobre selváticas torturas no interior da viatura de marca Hyundai I10 de cor preta, com uma pistola apontada a cabeça, “Leo” por razões desconhecidas exigia 700 mil Kwanzas, não satisfeito subtraio o telefone da vítima por via da força vasculhou-o, entrou no aplicativo bancário, confirmou que não existia dinheiro, inconformado voltou a rebuscar no telefone para sua surpresa descobre que ambos tinham em comum um amigo da Procuradoria-Geral da República colocado na esquadra do bairro Huambo/Rocha Pinto conhecido por “Amarelinho”.
A descoberta deste amigo, levou “Leo” a confirmar dele (Amarelinho) de que Veloso Malavo era advogado como rezava a sua documentação, confirmado, “Leo” escorraçou a vítima da esquadra sem nenhum interrogatório.
Não colocaria tapete vermelho
No Tribunal Militar da Região Luanda, Nazelia Neto Juíza da causa na sua arrogância, respondeu ao acusado “não colocaria um tapete vermelho para o senhor passar”, ao lhe ter dado a palavra depois de anunciar que o julgamento vai adiado para quinta-feira 10 as 11horas, quando estava marcado para início as 10horas de 03.04.25 e só começou as 15h40, com um intervalo de duas horas, (porque a defesa do “Leo” não tinha o domínio do dossier), daí apreciação, para voltar 16h30 e apenas as 18horas quando o acusado deveria ser ouvido, a juíza anunciou o adiamento.
Violações dos direitos
Veloso Malavo acusado ao Na Lente do Crime, “foi coartada os meus direitos fundamentais como cidadão, fui constituído assistente nos autos, as acusações que constam do processo são minúsculas, faltou injúria, difamação, acesso ilegítimo a sistema informático, não constou”, inconformado com as restrições do tribunal militar da região de Luanda, ao ser convocado para a audiência antes de 24 horas e por não lhe ser dada a possibilidade de constituir um advogado.
NA LENTE DO CRIME