A população da província do Icolo e Bengo precisa de respostas concretas para os seus principais problemas sociais. Desde que a nova província passou a contar com uma estrutura governativa própria, multiplicam-se as preocupações em torno da gestão do território, particularmente no que diz respeito à alegada prioridade dada à venda de terrenos, em detrimento de investimentos em infra-estruturas essenciais para o bem-estar das comunidades.
Perante este cenário, o Presidente da República, João Lourenço, é chamado a avaliar o desempenho do actual governador provincial e do seu Executivo, ponderando, caso se confirmem as insuficiências apontadas, a possibilidade de proceder à sua exoneração e nomear uma nova equipa capaz de responder às expectativas da população.
Entre as principais necessidades das comunidades destacam-se a construção e melhoria de centros de saúde, escolas, lojas de registo civil, centros culturais e outros equipamentos sociais fundamentais para garantir melhores condições de vida aos cidadãos.
A preocupação reside no facto de o desenvolvimento de uma nova província não poder ser medido apenas pela valorização e comercialização de terrenos, mas sobretudo pela capacidade de criar condições dignas para as populações, através de serviços públicos de qualidade, infra-estruturas e oportunidades de desenvolvimento.
O Icolo e Bengo precisa de um Executivo que coloque as pessoas no centro das suas prioridades, promova uma gestão transparente do património público e apresente resultados concretos nos diferentes municípios.
Afinal, governar não significa apenas administrar o território ou gerir terrenos. Significa, acima de tudo, servir a população, responder às suas necessidades e construir uma província com melhores perspectivas para as actuais e futuras gerações.
A população do Icolo e Bengo merece mais do que promessas: precisa de acções, investimentos e resultados.
SOCIEDADE CIVIL DO ICOLO E BENGO


