Um grupo de membros do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), sob anonimato por receio de represálias, denunciou um clima de intimidação, perseguição interna e alegadas irregularidades na condução do processo de transição da liderança da organização.

REDACÇÃO PORTALTVNZINGA.COM 

Segundo os relatos, o atual presidente, Isaías Kalunga, continua a exercer funções apesar de o seu mandato ser considerado expirado por vários membros da plataforma juvenil. Os denunciantes afirmam que existe crescente insatisfação nos corredores da instituição, onde muitos dirigentes e funcionários evitam manifestar-se publicamente por medo de retaliações.

Os membros alegam ainda que há interpretações controversas dos estatutos do CNJ, particularmente em relação à convocação e realização das assembleias, defendendo que determinados procedimentos adotados pela atual direção não encontram respaldo legal. Também acusam a liderança de promover reuniões frequentes sem resultados concretos e de exercer pressão sobre os membros para demonstrarem apoio público às suas iniciativas.

Apesar do ambiente de tensão, os denunciantes defendem que a resolução do impasse deve ocorrer pelas vias institucionais e judiciais, apelando à intervenção das entidades competentes para garantir o cumprimento dos estatutos e a normalidade democrática no seio do CNJ.

“Estamos cansados com Isaías Kalunga, mas temos medo de falar. Muitos já sabem o que está a acontecer, porém receiam sofrer consequências”, afirmam os autores da denúncia.

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