17 | 12 | 2024 – ENTRA PARA A HISTÓRIA COMO A DATA DO ASSASSINAT0 DA DEMOCRACIA EM ANGOLA…
•…Não restando dúvidas de que depois de um longo período com o dedo no gatilho de um revólver apontado ao coração da democracia angolana, ontem (17), João Lourenço finalmente disparou a queima roupa.
• João Lourenço ao lograr um “fantástico” feito pessoal ao arrepio da Constituição, da Lei e dos Estatutos do MPLA decerto levou-nos a um histórico retrocesso democrático jamais visto na história política angolana, sobretudo desde a abertura do país ao multipartirismo, não restando dúvidas que de agora em diante o povo angolano, que haja dúvidas ou ilusões em volta disso, irá viver os mais tristes e sombrios dias das suas vidas traduzidos no aprofundamento da penúria e da miséria num país cujo Presidente (JL), que se sobre o qual ainda restavam dúvidas, ontem confirmou-se a tese de que Lourenço além de extremamente insensível é um estadista completamente despreocupado em resolver os mais diverso problemas que afligem o povo angolano, preocupado única e exclusivamente com a manutenção do poder pelo poder, um poder que diga-se de passagem (JL) usa tão somente para fins contraproducentes que em nada se refletem positivamente na vida de Angola e dos angolanos.
• Repito, que não haja ilusões, os tempos que nos levarão a 2027 serão os mais penosos, difíceis e sofríveis da história política e democrática de Angola, extensivo a uma degradação contínua da qualidade e condições de vida dos angolanos.
• Particularmente acredito que somente uma situação anómala positiva consubstanciada num G0LPE DE ESTAD0 a João Lourenço, que se queira que ocorra quanto antes, protagonizado por patriotas angolanos afectos ao sector castrense chamados a salvar a Pátria, podem salvar o país de uma hecatombe antecipada.
• De resto, é de todo necessário que os angolanos despertem de uma vez por todas e que percebam que na empreitada cujo passo de maior relevo foi dado ontem no Centro de Conferência de Belas com a consumação da revisão dos Estatutos do MPLA, refira-se, ao arrepio dos magnos documentos reitores da vida interna do MPLA em razão do facto de um Congresso Extraordinário não dispor de competências voltadas à revisão dos Estatutos, João Lourenço não se encontra sozinho, ou seja, (JL) tem no seu amigo de longa data Abel Epalanga Chivukuvuku como uma espécie de “o último pau da canoa” voltado à materialização daqueles que considero ser o mais maquiavélico e sombrio plano voltado ao sequestro definitivo do Estado angolano do qual resultará por arrasto uma regressão da manifestação do Estado democrático e de direito.
• A legalização às pressas do PRA-JA, o recente reconhecimento das lideranças do PRA-JA de que podem em 2027 formar um governo de coligação com o MPLA, caso o cerco se aperte para o partido liderado por JLourenço em 2027 são sinais mais do que evidentes da aliança entre Chivukuvuku x Lourenço. Chivukuvuku que em conformidade com os acordos de amigos feito com JLourenço fará os jogos de cintura político necessários sempre que as circunstâncias política justificarem voltados à manutenção do poder de JLourenço.
• Povo angolano, abram os olhos, porque temos conhecimento de que as negociatas entre Lourenço e Chivukuvuku continuam, são para valer e que Abel Chivukuvuku Líder do PRA-JA – SERVIR ANGOLA no âmbito da candonga e negociata política com o seu amigo solicita que JLourenço, por via da distribuição administrativa dos mandatos feita pela CNE em 2027 seja dado ao seu PRA-JA no mínimo 40 Deputados, fora os dinheiros que tem vindo a receber aos montes com quais Chivukuvuku vai instalando os Secretariados do PRA-JA pelo país e pela diáspora.
Portanto povo angolano estejamos atentos porque a essa altura João Lourenço e o Chivukuvuku são os INIMIG0S PRINCIPAIS, pelo que não devem em circunstância alguma passar pelo crivo do povo..
Smith Adebayo Chicoty – Consultor Jurídico-Político, Em Reflexão Política da Semana;
Em Luanda, aos 18 | 12 | 2024.