O propalado “combater à corrupção” em Angola tornou-se “música para boi dormir”, porquanto, ao mais alto nível o roubo descarado do erário continua, sem que se vislumbre um mínimo gesto das autoridades afins para se conter o saque desenfreado das finanças públicas.
REDACÇÃO PORTLATVNZINGA
No dizer do povo, “o Estado angolano transformou-se numa autêntica ‘casa da mãe Joana’, onde os governantes, entre outros dirigentes, têm autonomia de fazerem o que querem a seu belo prazer”. Os discursos que têm sido proferidos não passam de pura demagogia, são vazios e destituídos de verdade.
Muitas denúncias têm vindo a público, diversos dirigentes têm sido acusado de estarem a cometer crimes mas, num momento em que o discurso oficial versa o combate à corrupção, tentando fazer crer que não existem figuras intocáveis, independentemente do cargo ou da proximidade aos centros de decisão, a realidade é totalmente inversa diante das “fugas de informação”, das denúncias e acusações que chegam ao conhecimento público.
Um caso que volta à ser badalado nos últimos dias, pois as acusações sobre as “engenharias” criminosas do indivíduo datam de anos anteriores, é o do Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG), Paulino Jerónimo.
O referido gestor tem sido acusado de estar constantemente envolvido em intensas polémicas descritas como subtração de dezenas de milhões de dólares ao Ministério dos Petróleos.
Enquanto isso, face à indignação de meios da sociedade e críticas da opinião pública, estão a circular informações que fazem referência a uma investigação que estará em curso às actividades de Paulino Jerónimo, por alegados desvios de fundos públicos ligados à gestão da ANPG.
O caso, de acordo com fontes geralmente bem informadas, “envolve movimentações financeiras suspeitas, contratos considerados lesivos ao Estado e possíveis benefícios indevidos a terceiros”, levantando dúvidas sobre a transparência e a boa governação no sector petrolífero, um dos principais pilares da economia nacional.
As mesmas fontes revelam que os dossiers já terão sido remetidos às instâncias competentes, podendo resultar, nos próximos dias, em diligências formais, auditorias aprofundadas e eventual responsabilização criminal, caso as suspeitas venham a ser confirmadas.
Segundo a opinião pública, “mais vale tarde do que nunca”. Os órgãos de Justiça têm que fazer muito mais e não limitar-se a ser um mero espectador das malabarices criminosas de indivíduos que, escudados nas vestes de altos dirigentes, estão a desgraçar o país, sem dó ou piedade das suas populações.
(J24 Horas)
