Desde a chegada da atual administradora do Município do Cazenga, Nadia Neto, tem-se assistido a situações que levantam sérias preocupações sobre a gestão dos espaços públicos e o futuro de milhares de cidadãos que dependem deles para sobreviver.

A atual administração transformou o município numa verdadeira montra de negociação e cedência de espaços públicos.

Houve denúncias de tentativas de venda de áreas destinadas ao setor da educação, bem como da cedência do parque de estacionamento localizado em frente à Escola 15 ao grupo empresarial KIMBACOM. Agora, assiste-se também à intervenção na Ilha Seca, uma ação que ameaça retirar o sustento de milhares de angolanos que ali desenvolvem as suas atividades comerciais e garantem o pão de cada dia para as suas famílias.

A questão que muitos munícipes colocam é simples: será que no Cazenga já não existem homens e mulheres com dignidade, consciência e coragem suficientes para impedir que o património público seja entregue sem que a população seja devidamente ouvida?

Será aceitável permitir que espaços de utilidade coletiva desapareçam, agravando ainda mais o desemprego e as dificuldades económicas enfrentadas pela juventude?

É lamentável que alguns responsáveis políticos pareçam permanecer em silêncio perante situações que afetam diretamente a vida dos cidadãos. O povo do Cazenga merece transparência, responsabilidade e uma gestão pública que coloque os interesses da população acima de quaisquer interesses particulares.

O desenvolvimento do município deve ser construído com diálogo, participação popular e respeito pelos direitos dos cidadãos, e não à custa da perda dos seus meios de subsistência.

CIDADÃO ANÓNIMO

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