No dia 30 de Dezembro do ano passado, os funcionários da empresa de transporte comunitário e urbana, CIDRALIA, ligado ao empresário Minoru Dondo e pessoas anónimas, decidiu colocar na rua 131 funcionários por alegada falência.
REDACÇÃO PORTLATVNZINGA
“Ontem (30 de Dezembro de 2025) tivemos uma reunião e de repente só vimos a lista colada na vitrine com os nomes dos funcionários suspendido mas sem prévia comunicação, sem salário de Dezembro, e ainda nos disseram que vamos ficar em casa durante 6 meses e sem salário”, denunciaram.
Segundo o comunicado, a CIDRALIA informa que, no inicio da sua criação e constituição, para os seus serviços de operação da frota, contou com 22 autocarros, tendo seguidamente adquirido mais meios rolantes que somaram 65 autocarros. Para reforçar a sua capacidade de oferta perante a demanda, alugou mais 10 autocarros, totalizando uma frota de cerca 75 autocarros.
Em virtude de muitas situações conjunturais, designadamente, o próprio mercado que teve recessão, as quebras constantes dos meios rolantes, a falta de acessórios e materiais sobressalentes, reduziu substancialmente a frota operacional e disponíveis da CIDRALIA, contando actualmente com cerca de 37 autocarros.
CIDRALIA os funcionários sugerem aos sócios no sentido de retirar todos os gestores e colocar novos gestores uma vez que os autocarros nunca tiveram falta de passageiros.
“Se eles quisessem, mesmo com dinheiro dos autocarros alugados pelas empresas públicas e privadas iriam resolver o problema dos trabalhadores e parte da dívida porque um autocarro custa 4 milhões de Kwanzas e onde existirem mais de 10 autocarros o orçamento pode ser considerável. Retirem só os gestores actuais e verão a diferença. A falência resulta dos gestores ladrões”, alertaram.
Segundo fontes, por falta de espaço os autocarros que restaram foram levados no parque e estaleiro da MACON localizado no Kilamba enquanto aguardam se recompor até o mês de Junho.
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